Calculadora de preço-teto projetivo

Combine os proventos pagos nos últimos anos com a projeção para o próximo ano e descubra o preço máximo por ação para receber 6% ao ano, mais o prêmio de risco que você exigir.

Baseado na literatura de investimentos. Os preços-teto e as projeções seguem métodos clássicos e muito usados, que acertam na maior parte das vezes, mas são modelos simplificados e podem errar. Como calculamos

Dados da empresa

≈ R$ 1,0 mi

Aceita abreviações: 4bi, 2,5mi, 500k, 1 mil, 3 milhões.

Parte do lucro distribuída como dividendos e JCP

≈ 1,0 mi de ações

Total de ações (ON + PN) menos as em tesouraria. Ex.: 1mi, 5,6bi.

Ao preencher, sugere o crescimento g = ROE × (1 − payout)

Sugestão a partir do ROE, limitada entre −10% e 15% ao ano

Proventos por ação pagos em cada ano (opcional)

Dividendos e JCP por ação de cada um dos últimos anos. Deixe em branco os anos que não tiver.

Somado aos 6% de rendimento mínimo

Para calcular a margem até o preço-teto

Dividendo alvo (passado + 1 ano)

Preço-teto por ação—
Margem até o teto—
Provento projetado (próximo ano)—
Mediana dos proventos pagos—
Provento alvo (média)—
Taxa exigida (6% + prêmio)—

Sensibilidade ao prêmio de risco

O mesmo provento alvo com prêmios de 0% a 4% sobre os 6% de base. Quanto mais retorno você exige, menor o preço máximo a pagar.

O que é o preço-teto pelo dividendo alvo

O método estima o provento por ação que a empresa deve pagar e pergunta quanto você pagaria pela ação para receber, no mínimo, 6% ao ano desse provento, o rendimento mínimo de Décio Bazin. Se você quiser exigir mais por causa do risco da empresa, soma um prêmio de risco a esses 6%.

O provento esperado olha para trás e para a frente ao mesmo tempo: a mediana do que foi pago em cada um dos últimos anos e a projeção para daqui a 1 ano, pelo lucro, pelo payout e pelo crescimento. A média dos dois suaviza anos fora da curva sem ignorar para onde o lucro aponta. É o mesmo método “Dividendo alvo (passado + 1 ano)” usado no preço-teto de cada ação do Painel Pro.

Do lucro e dos proventos pagos ao preço-teto por açãoLucro vezes payout dividido pelas ações dá R$ 0,30 por ação; vezes 1 mais g resulta no provento projetado de R$ 0,3315; a média com a mediana paga de R$ 0,28 dá o provento alvo de R$ 0,3058; dividido pela taxa de 6% dá preço-teto de R$ 5,10.Lucro × payout ÷ açõesR$ 0,30× (1 + g), com g = 15% × 70% = 10,5%Provento projetadoR$ 0,3315média com a mediana paga (R$ 0,28)Provento alvoR$ 0,3058÷ taxa exigida (6% + prêmio de 0%)Preço-teto por açãoR$ 5,10
Exemplo ilustrativo: lucro de R$ 1,0 mi, payout de 30%, ROE de 15%, 1,0 mi de ações e mediana de R$ 0,28 por ação nos proventos dos últimos 5 anos. Cada etapa aplica uma única conta sobre o resultado da anterior.

Fórmula

A calculadora segue estas etapas, nesta ordem:

provento projetado = lucro × payout ÷ ações em circulação × (1 + g)
provento histórico = mediana dos proventos por ação pagos em cada ano
provento alvo = média dos dois (ou só o que existir)
taxa exigida = 6% + prêmio de risco
preço-teto = provento alvo ÷ taxa exigida
  • Lucro: lucro líquido dos últimos 12 meses. Com lucro negativo ou payout zero, vale só o histórico de proventos.
  • Payout: fatia do lucro paga como dividendos e juros sobre capital próprio (entre 0% e 100%).
  • Ações em circulação: total de ações menos as que a empresa mantém em tesouraria.
  • g: crescimento esperado dos proventos no próximo ano.
  • Proventos pagos: dividendos e JCP por ação de cada ano. A mediana ignora um ano extraordinário melhor do que a média. Sem histórico, vale só a projeção.
  • Prêmio de risco: retorno a mais que você exige sobre os 6%.

Com a cotação em mãos, a margem até o preço-teto sai de:

margem = (preço-teto − cotação) ÷ preço-teto

De onde vem o crescimento

Se você informar o ROE, a calculadora sugere o crescimento sustentável: a parte do lucro que a empresa retém, reinvestida ao mesmo ROE. Se ela distribui 30% do lucro, retém 70%; com ROE de 15%, o lucro cresce 15% × 70% = 10,5%. O valor sugerido fica entre −10% e 15% ao ano, os mesmos limites do Painel Pro, e você pode trocá-lo.

Como o payout e o ROE definem o crescimentoBarra do lucro dividida em 30% de dividendos e 70% retidos. A parte retida, reinvestida a um ROE de 15%, gera crescimento de 10,5%: o lucro passa de 100 para 110,5.Lucro do ano (exemplo: 100)30%Retido 70%dividendosreinvestido, rende o ROEg = 15% × 70% = 10,5%100110,5HojeAno seguinteO lucro crescena taxa g:+10,5%
Exemplo ilustrativo: de cada 100 de lucro, 30 viram dividendos e 70 ficam na empresa. Se esse dinheiro rende o ROE de 15%, o lucro do ano seguinte cresce 10,5%.

Exemplo

Uma empresa (exemplo) teve lucro líquido de R$ 1,0 milhão nos últimos 12 meses, payout de 30%, ROE de 15% e 1,0 milhão de ações em circulação. Nos últimos 5 anos pagou R$ 0,27, R$ 0,30, R$ 0,25, R$ 0,31 e R$ 0,28 por ação. Você não exige prêmio de risco.

  1. Crescimento: 15% × (1 − 30%) = 10,5%.
  2. Provento projetado: R$ 1,0 mi × 30% ÷ 1,0 mi de ações × 1,105 = R$ 0,3315.
  3. Provento histórico: a mediana de 0,25, 0,27, 0,28, 0,30 e 0,31 é R$ 0,28.
  4. Provento alvo: (0,3315 + 0,28) ÷ 2 = R$ 0,3058.
  5. Preço-teto: R$ 0,3058 ÷ 6% = R$ 5,10 por ação.

Se a ação estiver cotada a R$ 4,50, a margem até o preço-teto é de cerca de 11,7%. Com um prêmio de risco de 2% (taxa de 8%), o teto cai para R$ 3,82 e a ação já estaria acima dele.

Limitações

  • Proventos não são garantidos. O método supõe que a empresa vai continuar pagando perto do que pagou e do que o lucro permite. Lucro em queda puxa os proventos para baixo.
  • Lucro de um único período. Lucros não recorrentes (venda de ativos, créditos tributários) inflam a projeção. Prefira o lucro recorrente.
  • Crescimento só no primeiro ano. A projeção olha apenas os próximos 12 meses; não é um fluxo de caixa descontado.
  • Sensível à taxa. Passar o prêmio de 0% para 2% (taxa de 6% para 8%) reduz o preço-teto em 25%.
  • Não olha o balanço. Dívida alta, setores cíclicos e empresas que não pagam proventos pedem outros métodos.

Referência

O rendimento mínimo de 6% vem de Décio Bazin, Faça Fortuna com Ações, Antes que Seja Tarde (1992). A relação entre retenção, retorno sobre o patrimônio e crescimento (g = ROE × retenção) é a base do modelo de Myron J. Gordon, em The Investment, Financing, and Valuation of the Corporation (1962). Para comparar, veja também a fórmula de Graham e o método Bazin, ou o preço-teto de cada ação (Painel Pro) calculado por todos os métodos.

De onde vêm esses números

Os cálculos seguem métodos publicados por autores de referência em análise de investimentos. Eles são usados há décadas por investidores e analistas porque, na maior parte das vezes, apontam na direção certa: ajudam a separar preço caro de preço razoável.

Mesmo assim, podem errar. Cada método é uma simplificação: usa dados do passado (lucro, dividendos, patrimônio), premissas fixas (como 6% de rendimento mínimo ou a Selic como retorno exigido) e não enxerga mudanças no negócio, no setor ou na economia. Por isso mostramos todos os métodos lado a lado, as fórmulas e as premissas, para você julgar com seus próprios olhos.

  • Décio Bazin — Faça Fortuna com Ações, Antes que Seja Tarde (1992). Usado para: preço-teto pelos dividendos (rendimento mínimo de 6%).
  • Benjamin Graham — O Investidor Inteligente (1949). Usado para: valor intrínseco por lucro e patrimônio (√22,5 × LPA × VPA).
  • Joel Greenblatt — O Mercado de Ações ao Seu Alcance (The Little Book That Beats the Market) (2005). Usado para: lucro operacional sobre o valor da firma (earnings yield).
  • Myron J. Gordon — The Investment, Financing, and Valuation of the Corporation (1962). Usado para: valor presente de rendimentos que crescem (FIIs).

Conteúdo educativo. Não é indicação de compra ou venda nem substitui a orientação de um profissional certificado. Dados de mercado podem ter atraso ou falhas de coleta; confira na sua corretora antes de investir.

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Perguntas frequentes

O que é o preço-teto pelo dividendo alvo?

É o preço máximo por ação para receber pelo menos 6% ao ano em proventos (mais um prêmio de risco, se você quiser exigir mais). O provento esperado é a média de duas estimativas: o que a empresa pagou nos últimos anos (a mediana de cada ano) e a projeção para daqui a 1 ano pelo lucro, pelo payout e pelo crescimento.

Por que 6% mais um prêmio de risco?

Os 6% são o rendimento mínimo do método de Décio Bazin. O prêmio de risco é o retorno a mais que você exige da empresa: com 2% de prêmio, a taxa vira 8% e o preço-teto cai. A tabela de sensibilidade mostra o teto para prêmios de 0% a 4%.

Onde encontro lucro, payout, ações e proventos?

Nos relatórios de resultados (release trimestral e demonstrações financeiras) publicados na área de relações com investidores da empresa e na CVM. Os proventos por ação de cada ano estão no histórico de dividendos e JCP da empresa. Lucro e número de ações podem ser digitados abreviados, como 4bi, 2,5mi ou 500k.

Como escolher o crescimento g?

Se você preencher o ROE, a calculadora sugere g = ROE × (1 − payout), o crescimento sustentável de quem reinveste o lucro retido, limitado entre −10% e 15% ao ano como no Painel Pro. Você pode trocar o valor à vontade.

Se a ação está abaixo do preço-teto, devo comprar?

Não necessariamente. O preço-teto é um ponto de partida: ele supõe que os proventos se mantêm e não enxerga dívidas, ciclos do setor ou riscos do negócio. Compare com outros métodos, como Graham e Bazin, e analise a empresa antes de decidir.

Veja também

Aviso

Os resultados são estimativas para planejamento. Os valores reais variam conforme taxas e condições de cada investimento. Nenhum dado digitado sai do seu navegador.